Foto de perfil de Passolargo

Sobre Passolargo

Presidente atual do Conselho Branco Sociedade Tolkien

The Tolkienaeum: Ensaios sobre J.R.R. Tolkien e seu Legendarium

The Tolkienaeum, (Mark T. Hooker) é uma nova coleção de ensaios que exploram diversas facetas da obra de Tolkien. Hooker foi homenageado em 2012 com o Beyond Bree Award, um prêmio dado pela publicação Beyond Bree em reconhecimento de contribuições relevantes para o estudo de J.R.R. Tolkien. The Tolkienaeum é o quarto volume sobre a obra de Tolkien de autoria do Mark Hooker.
tolkienaeum_cover
Especialista em Tradução Comparativa, Hooker mostra que sua obra tem uma perspectiva linguística, começando pela ótica filológica e suas histórias com o qual Tolkien era familiar. Essa é a essência do Tolkiennymy, expressão criada por Hooker para a linguística de Tolkien.

O ensaio de abertura compara as semelhanças entre as tramas de clássico de Júlio Verne ''Viagem ao Centro da Terra'' e ''O Hobbit'' . A batalha de Agincourt (na Guerra dos Cem Anos) e o papel que desempenhou na arquearia no legado do imaginário inglês são contrastadas com a Batalha de Fornost e o envio de arqueiros hobbits.

Por mais que a palavra/raça Hobbit seja uma criação de Tolkien, os ensaios buscam uma fonte para a referida palavra, que foram expostas primeiramente em Beyond Bree e ampliadas para este volume.

O que é diferente sobre esses ensaios é que eles são de um linguista que compartilha valorização de histórias de texto de Tolkien, e que joga no mesmo tipo de invenção linguística que Tolkien apreciavaEnquanto os ensaios são linguística, eles foram escritos com a ''não-linguista'' em mente. Os jargões inevitáveis do campo são explicado em um glossário, e a narrativa dá uma visão não-técnica de como línguas sintéticas de Tolkien se encaixam no quadro geral da linguística.

BeyondBreeAward

Uma característica especial da segunda metade deste volume é a compreensão e uso de proto-indo-europeu (PIE) nas raízes de Tolkien. O ensaio sobre a Tolkiennymy para a palavra lobo, por exemplo, revela uma raiz PIE se escondendo e não reconhecida na famosa obra As EtimologiasDestacando, explicando e revelando não só as habilidades que de Tolkien, mas também a habilidade linguística que era obrigado a fazer.

O amplo conhecimento de Tolkien nas questões mito-linguística é explorado em um ensaio que explora que, nas línguas indo-europeias primeiramente haviam uma distinção entre animado e inanimado, conceito desenvolvido pelo linguista francês Antoine Meillet (1866-1936), que observou que os gêneros masculino e feminino designavam os seres animados, do sexo macho e fêmea e, o inanimado, compreendia o neutro. Embora não haja menção de Meillet na doutrina de Tolkien, há características do linguista francês na linguista de Tolkien.

Há ensaios separados no uso do eslavo e raízes finlandesas na obra de Tolkien. Embora existam ensaios sobre Tolkiennyms individuais com base em raízes galesas, não há ensaio do welsh em separado (o ''welsh'' é uma ramificação das línguas celtas faladas nativamente no País de Gales). Esse foi o tema do volume anterior a esta coletânea: Tolkien and Welsh.

Tolkien justamente observou que muitos sobrenomes em ''inglês'', que vão desde os mais raros até os mais familiar, são linguisticamente derivado de Galês (ou britânico), a partir de nomes de lugares, patronímicos, nomes pessoais, ou nick-names, ou são, em parte, de modo derivado, mesmo quando a origem não é exata. A etimologia para o sobrenome Gamgee é um desses casos. (ver nosso texto sobre ''Gamgee'' AQUI)

Invenção linguística é um produto da mente, portanto, não regido pelas regras fixas e imutáveis ​​das ciências. Como Albert Einstein disse uma vez: "A imaginação é maior do que o conhecimento.''

519iKmiWxpL

Este livro combina os dois ensaios anteriormente publicados e não publicados, para reunir a obra do autor em um volume conveniente. A maioria dos ensaios publicados foram especialmente revisadas e ampliada para essa obra.

Bibliografia:

HOOKER, Mark T. Beyond Bree. USA: CreateSpace, 2012
HOOKER, Mark T. The Hobbitonian Anthology: of Articles on J.R.R. Tolkien and his Legendarium. USA: CreateSpace, 2009
<http://middleearthnews.com/2014/06/20/the-tolkienaeum-by-mark-t-hooker-explores-many-aspects-of-tolkien/> acesso em: 22 de Junho de 2014
SILVEIRA, Jane Ramos. Masculino e Feminino? A Categoria Gramatical de Gênero e a Teoria do Valor. Campinas. Unicamp, 2010

 

 

Tolkien: “O Hobbit cai bem na escola, mas o ensino é deprimente”

Uma carta inédita de JRR Tolkien, no qual o autor descreve o ensino como uma profissão "desgastante e deprimente", deverá render até £ 2,000 em leilão.
8780.POST_tolkein (2)

A carta, assinada pelo autor, foi redescoberta por uma professora de Inglês aposentada, depois de ter sido escondida dentro de um livro por quase meio século. Ela será vendida pela casa de leilões Bonhams, em 19 de junho.

Anne Mountfield era uma professora recentemente graduada, trabalhando no sul de Londres. Em 1963, lutando para engajar sua classe de alunos de 13 anos inquietas, ela leu o romance de Tolkien, O Hobbit.
Seus alunos adoraram o livro. Portanto Sra. Mountfield sugeriu que os alunos escrevessem cartas para Tolkien, explicando por que eles tinham gostado. Ela enviou a melhor carta para o autor, juntamente com uma carta na qual ela agradecia pelo sucesso da iniciativa.

Em janeiro de 1964, ela recebeu uma resposta. Tolkien dizia: " O Hobbit parece cair bem na escola; Tive várias cartas me dizendo de atividades de classe decorrentes de interesse por ela. Nem todos, bem escrita como este ".

"As crianças estavam muito animadas", disse a Sra. Mountfield. "Ele os fez perceber que os autores são pessoas, e realmente existem e escrevem de volta para você. Tolkien não era uma figura muito grande na década de 1960. Ele era um autor das crianças de alguma mdo, mas eu não acho que ele era nada parecido com uma mega-figura que ele é hoje."

No entanto, abaixo da parte datilografada, veio um texto manuscrito, que Mountfield não leu para os seus alunos, onde Tolkien criticava com vigor o ensino: "Todo o ensino é desgastante e deprimente, e é apenas confortado quando eles sabem que tem causado algum efeito".

Tolkien tinha sido ele próprio um professor, e foi ao corrigir provas de exame que ele rabiscou em uma folha de papel em branco: "Num buraco no chão vivia um hobbit". Isto tornou-se a primeira frase do romance sobre hobbits.

Sra. Mountfield colocou a carta dentro de um livro, e prontamente esqueceu dela."Se perguntasse: 'Você tem uma carta de Tolkien?", Eu dizia: Sim. Mas eu não tinha nenhuma idéia de onde ela estava."
Mas então, quando a Sra. Mountfield estava limpando suas estantes no ano passado, a carta caiu de seu esconderijo. "Eu pensei que seria melhor a carta estar com alguém que amava, em vez de preso em um livro na minha estante", disse ela.

Ela levou o escrito para Bonhams para ser analisado e valorizado e, posteriormente, colocá-lo em leilão. Espera-se para ir buscar entre £ 1.500 e £ 2.000.

"Um grande número de cartas de Tolkien entraram no mercado. O que é agradável sobre isso é a história por trás delas.''  diz Simon Roberts, avaliador sênior em livros e do departamento de manuscritos Bonhams.

fonte: http://news.tes.co.uk/b/news/2014/06/10/hobbit-author-describes-teaching-as-quot-depressing-quot.aspx

Curta Toca CE

Nova espécie de crocodilo recebe nome de criatura de Tolkien.

A specimen of Anthracosuchus balrogus is prepared next to an alligator skull.

Pesquisadores da Universidade da Flórida descobriram uma nova espécie de crocodilo de 16 pés de comprimento (5 metros). A criatura foi nomeada de Anthracosuchus balrogus, em referência ao antigo demônio do terror das obras de J.R.R.Tolkien.

"Todo mundo pensa que os crocodilos são fósseis que permaneceram praticamente inalterados nos últimos 250 milhões anos de vida. Mas o que nós estamos encontrando no registro fóssil conta uma história muito diferente. (...) Ele rapidamente se tornou claro que os quatro fósseis eram diferentes de qualquer espécie de dinossauro já encontrado", disse o autor Alex Hastings, pesquisador pós-doutorado na Martin Luther Universität Halle-Wittenberg.


Nota da imprensa:

O réptil recém-nomeado, que tem um focinho invulgarmente contundente para espécies da família dyrosaurids, foi encontrado na mesma camada da Titanoboa como retratado no documentário ''Smithsonian Channel ''sobre a "cobra monstro." Cientistas atribuíram o nome da espécie, Anthracosuchus balrogus, em um estudo publicado hoje online na revista ''Historial Biology''. A espécie recebeu o nome de uma criatura ficcional feroz (o "Balrog") que aparece no romance de JRR Tolkien "O Senhor dos Anéis" e habitou no fundo de "Minas de Moria", na Terra Média.

Fonte: http://www.ibtimes.co.uk/ancient-900-pound-monster-anthracosuchus-balrogus-crocodile-named-after-lord-rings-1451045

 

Tolkien e a criação de ”Sam Gamgee”

Recebemos a notícia que o ator Sean Austin virá ao Brasil através do evento Comic Con Experience, que ocorrerá em Dezembro. Austin fez vários trabalhos, entre eles o corajoso Sam Gamgee, jardineiro e fiel amigo hobbit que fez parte da Sociedade do Anel.

É inevitável os pensamentos não levarem ao personagem da trilogia cinematográfica... consequentemente também para a obra do Professor, que tanto agregou seus conhecimentos diversos, principalmente filológicos, para a composição dos personagens. E Samwise Gamgi.

Antes de começarmos, vamos utilizar uma observação feita pelo ''Guide to the Names in the Lord of the Rings'' (“Guia para os Nomes em O Senhor dos Anéis”):

''No decorrer deste livro, a grafia do nome Gamgee sofre variações segundo o
seguinte padrão: o nome será grafado em sua forma inglesa, Gamgee, quando a referência for ao sobrenome tal como é usado externamente aos livros de Tolkien; e o nome será grafado em sua forma aportuguesada, Gamgi, quando a referência for ao sobrenome da família Hobbit a qual Sam pertence, isto é, internamente aos livros, seguindo as recomendações de Tolkien em seu Guide to the Names in the Lord of the Rings [Guia para os Nomes em O Senhor dos Anéis]''
(HAMMOND Wayne G.; SCULL Christina - The Lord of the Rings: A Reader's Companion. HarperCollins, 2005)

Para chegar ao famoso Samwise, Tolkien criou o Feitor Gamgee. Sua origem foi quando estava de férias com sua família em Lamorna Cove, na Cornualha, em 1932. Tolkien divertiu as crianças ao dar o apelido de "Feitor Gamgi" a um "personagem" local (baseado em um feitor da vida real que não tinha esse nome). Tinha o conhecimento dele apenas através do Tecido Gamgee, - inventado por  Dr. Gamgee.
F1.large

Um fato curioso foi que um ''Sam Gamgee'' escreveu para o professor em 13 de março de 1956:

[Em 13 de março, uma carta foi escrita para Tolkien por um Sr. Sam Gamgee de Brixton Road, Londres S.W.9: “Espero que o senhor não se incomode por eu lhe escrever, mas com referência a sua história ‘O Senhor dos Anéis’ sendo transmitida como uma série no rádio .... fiquei bastante interessado em como o senhor chegou ao nome de um dos personagens, chamado Sam Gamgee, porque ocorre desse ser o meu nome. Eu próprio não ouvi a história por não ter um rádio, mas sei de algumas pessoas que ouviram.....Sei que é ficção, mas é uma grande coincidência, já que o nome é bastante incomum, mas bem conhecido na profissão médica.”]

E Tolkien gentilmente o responde:

''Caro Sr. Gamgee,

Foi muito gentil da parte do senhor escrever. O senhor pode imaginar meu espanto quando vi a sua assinatura! Posso apenas dizer, para o seu conforto, espero, que o “Sam Gamgi” de minha história é um personagem muitíssimo heróico, agora bastante amado por muitos leitores, ainda que suas origens sejam rústicas. De maneira que talvez o senhor não ficará descontente com a coincidência do nome desse personagem imaginário (de supostamente muitos séculos atrás) ser o mesmo do senhor. A razão para meu uso do nome é esta. Vivi perto de Birmingham quando criança, e usávamos “gamgee” como uma palavra para “fibra de algodão”; assim, na minha história as famílias Villa* e Gamgi estão relacionadas. Eu não sabia quando criança, embora saiba agora, que “Gamgee” foi encurtado a partir de “tecido-gamgee” e que recebeu o nome de seu inventor (um cirurgião, creio eu), que viveu entre 1828 e 1886.

Provavelmente (creio) foi o filho dele que morreu este ano, em 1o de março, com 88 anos, após ser durante muitos anos Professor de Cirurgia na Universidade de Birmingham. Evidentemente “Sam”, ou algo parecido**, está associado com a família — embora eu não soubesse disso até alguns dias atrás, quando vi o registro obituário do Professor Gamgee e vi que ele era filho de Sampson Gamgee — e olhei em um dicionário e descobri que o inventor foi S.Gamgee (1828-86), provavelmente o mesmo.

* No original Cotton, que pode significar tanto cottage-town “aldeia de chalés” como “algodão”. (N. do T.)
** Meu Sam Gamgi é Samwise, não Sam(p)son ou Samuel.

O senhor tem alguma tradição a respeito da origem verdadeira de seu distinto e raro nome? Por ter eu mesmo um nome raro (algo frequentemente incômodo), estou especialmente interessado. A “etimologia” dada no meu livro é obviamente deveras fictícia e inventada simplesmente para os propósitos de minha história. Não suponho que o senhor pudesse se incomodar em ler obra tão longa e fantástica, especialmente se o senhor não se importar com histórias sobre um mundo mítico, mas caso o senhor puder se incomodar, sei que a obra (que tem sido espantosamente bem-sucedida) está na maioria das bibliotecas públicas. Ela é, infelizmente!, muito cara para se comprar — £3/3/0. Mas caso o senhor ou qualquer pessoa de sua família experimente-a, e ache-a suficientemente interessante, posso apenas dizer que ficarei feliz e orgulhoso em enviar-lhe exemplares autografados de todos os 3 vols. Como um tributo do autor à distinta família Gamgee.

Sinceramente
J. R. R. Tolkien.

[O Sr. Gamgee respondeu em 30 de março com mais informações sobre sua família. Ele se disse encantado com a oferta de Tolkien de volumes autografados. Tolkien enviou-os, e o Sr. Gamgee confirmou o recebimento deles, acrescentando: “Posso assegurar ao senhor que tenho toda a intenção de lê-los.”]
(CARPENTER, Humphrey; TOLKIEN, Christopher. As Cartas de J.R.R.Tolkien. Curitiba: Arte & Letra, 2006)


Outro fato curioso é que Tolkien pensou na possibilidade de abandonar o nome ''Gamgi'', substituindo por ''Bonfilho''.

Nos volumes da Sociedade dos Topônimos Ingleses sobre Gloucestershire, Tolkien encontrou formas que poderiam explicar, de forma clara, o Gamgee como ramificação do sobrenome Gamage (Gammage, Gammidge). Esse nome derivaria de um sobrenome de Gamaches....fornecendo mais primitivamente as formas desse nome na Inglaterra, como Carriages, de Gamagis, de Gemegis, numa variante Gamagi - Gamgee.''

Já na forma hobbit, Gamgi vem de Gamwich, uma vila no Condado onde a família gerou-se. Gamwich vem de Galabas (“aldeia da caça”) originando nome de família Galbasi. Outras variantes aparecem, como GammidgeGamwichy, e Gammidgy.

O ''Sam'' do personagem é diminutivo de ''Samwise'', como já citado na carta. Ela vem do inglês antigo e siginifica “meio sábio”, “simples/simplório'', pois, assim como o nome do Feitor (Ham) é também do inglês antigo ''Hamfast'' ou ''Fica-em-casa''hobbits dessa classe possuem, via de regra para Tolkien e seus estudos filológicos, nomes muito saxões.

Perphael - ou Berhael - é a forma élfica para “meio-sábio”: Samwise. Se referem a Sam nos Campos de Cormallen onde recebem gloriosamente os destruidores do Um Anel:
Daur a Berhael, Conin en Annûn! Eglerio!
''Frodo e Sam, Princípes do Oeste, louvaio-os!''
(TOLKIEN, J.R.R. O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei. São Paulo: Martins Fontes, 2002)

No epílogo do The History Of Middle-earth, vol. IX, Sauron Defeated, Aragorn/Rei Elessar escreve uma carta para Sam o chamando de Panthael (completamente sábio) em vez de Perhael (meio sábio), reconhecendo das suas ações na derrota de Sauron e sucesso na execução da demanda.

Curta a nossa page no facebook: https://www.facebook.com/tocace

Bibliografia:
CARPENTER, Humphrey; TOLKIEN, Christopher. As Cartas de J.R.R.Tolkien. Curitiba: Arte & Letra, 2006
HAMMOND Wayne G.; SCULL Christina - The Lord of the Rings: A Reader's Companion. HarperCollins, 2005
TOLKIEN, J.R.R. O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei. São Paulo: Martins Fontes, 2002
<http://www.valinor.com.br/6963> acesso em: 28 de maio de 2014

Gravação antiga de Tolkien é encontrada.

The Middle-earth Network e a Legendarium Media anunciaram a descoberta, adiantando que ela passará por restaurações. Além do teaser que está circulando, será liberada um novo trecho durante o lançamento de Bewoulf, no sábado (24).

O achado se mostra de grande importância acadêmica para aqueles que estudam Tolkien por conter um poema ainda não publicado recitado na voz do professor. Confira uma prévia:

O fundador da Middle-earth Network, John di Bartolo fala por todos os grandes fãs quando compartilha sua experiência ao ouvir a gravação:
“Meus olhos se encheram de lágrimas quando ouvi a gravação pela primeira vez. Ser um fã de Tolkien a minha vida inteira e então ouvir a voz do professor de “além dos Mares Oestes” foi realmente um sonho realizado. Eu sei que a gravação provocará o um efeito similar em fãs e estudiosos de Tolkien ao redor do mundo. Essa gravação possui um mensagem muito importante para nosso tempo. Estamos tratando o projeto com todo o respeito e honra, como guardas dessa gravação perdida e poema.''

A Tolkien Society vai comemorar o lançamento de Beowulf na Festa de lançamento do Beowulf , que deverá ser realizada no 16:00hs no sábado 24 de maio. É livre para participar e será transmitido ao vivo com os convidados confirmados, incluindo Michael DC Drout, Anke Eibmann, Dimitra Fimi, Nelson Goering, Deborah Higgens e Corey Olsen. O evento será transmitido em www.TolkienBeowulf.net e também contará com o exclusivo clip da gravação antiga de Tolkien.

fonte: Tolkien Society

”Qual o propósito da vida?”, por J.R.R.Tolkien

Em 20 de maio de 1969 - há 45 anos - Tolkien escreveu uma carta para Camilla Unwin, filha de Rayner Unwin. Rayner foi aquele garoto de 10 anos filho do editor Stanley Unwin que leu os manuscritos de O Hobbit, opinando/aprovando sua publicação ao pai. Logo após uma semana, a editora George Allen and Unwin escreveu a Tolkien o interesse em publicar o livro.

Com a finalidade de concluir um trabalho escolar, Camilla escreveu e perguntou para Tolkien: ''Qual o propósito da vida?'' Eis que Tolkien responde em sua carta 310:


''Cara Srta. Unwin,
Lamento que minha resposta tenha se atrasado. Espero que ela chegue à senhorita a tempo. Que pergunta tão ampla! Não creio que “opiniões”, não importando a quem pertençam, sejam de muita utilidade sem alguma explicação de como se chegou a elas;  mas sobre esta pergunta não é fácil ser breve.

O que a pergunta realmente significa? Tanto Propósito como Vida necessitam de alguma definição. É uma pergunta puramente humana e moral ou ela se refere ao Universo? Ela  poderia significar: Como eu deveria tentar usar o tempo de vida que me é concedido? OU: A que propósito/desígnio os seres vivos servem por estarem vivos? A primeira pergunta, no entanto, só encontrará uma resposta (caso haja alguma) após a segunda ter sido considerada. Creio que perguntas sobre “propósito” só são realmente úteis quando se referem aos propósitos ou objetivos conscientes dos seres humanos, ou aos usos das coisas que planejam e criam. Quanto às “outras coisas”, seu valor reside em si mesmas: elas SÃO, elas existiriam mesmo que não existíssemos. Mas uma vez que existimos, uma de suas funções é a de serem contempladas por nós. Se subirmos a escala do ser até “outros seres vivos”, tais como, digamos, alguma planta pequena, ela apresenta forma e organização: um “padrão” reconhecido (com variações) em sua família e prole; e isso é muito interessante, pois essas coisas são “outras” e não as criamos, e elas parecem provir de uma fonte de invenção incalculavelmente mais rica do que a nossa.

A curiosidade humana logo faz a pergunta COMO: de que modo isso passou a existir? E visto que o “padrão” reconhecível sugere desígnio, pode passar para POR QUE? Mas POR QUE, nesse sentido, que implica razões e motivos, só pode se referir a uma MENTE. Apenas uma Mente pode ter propósitos de qualquer modo ou grau parecidos com os propósitos humanos. De maneira que imediatamente qualquer pergunta: “Por que a vida, a comunidade de seres vivos, apareceu no Universo físico?” introduz a pergunta: Existe um Deus, um Criador-Planejador, uma Mente a qual nossas mentes se assemelham (sendo derivadas dela), de modo que Ela nos é parcialmente inteligível? Com isso chegamos à religião e às idéias morais que provêm dela. Dessas coisas direi apenas que a “moral” possui dois lados, derivados do fato de que somos indivíduos (como em determinado grau o são todos os seres vivos) mas que não vivemos, não podemos viver, em isolamento e que possuímos um elo com todas as outras coisas, cada vez mais próximo do elo absoluto com nossa própria espécie humana.

Assim, a moral deveria ser um guia para nossos propósitos humanos, a conduta de nossas vidas: (a) os modos pelos quais nossos talentos individuais podem ser desenvolvidos sem desperdício ou uso impróprio; e (b) sem ferir nossos parentes ou interferir em seu desenvolvimento. (Para além disto e em uma posição mais elevada situa-se o sacrifício de si mesmo por amor.)

Mas essas são apenas respostas para a pergunta menor. Para a maior não há resposta, porque isso requer um conhecimento completo de Deus, o que é inatingível. Se perguntarmos por que Deus nos incluiu em seu Desígnio, realmente não podemos dizer mais do que porque Ele assim o Fez.

Se você não acredita em um Deus pessoal, a pergunta: “Qual é o propósito da vida?” é impossível de ser feita e respondida. A quem ou a que você dirigiria a pergunta? Mas visto que em um canto estranho (ou cantos estranhos) do Universo as coisas se desenvolveram com mentes que fazem perguntas e tentam respondê-las, você poderia mencionar uma dessas coisas peculiares. Como uma delas, eu ousaria dizer (falando com arrogância absurda em nome do Universo): “Sou como sou. Não há nada que você possa fazer a respeito. Você pode continuar tentando descobrir o que sou, mas jamais terá sucesso. E por que você quer saber, eu não sei. Talvez o desejo de saber pelo mero conhecimento em si esteja relacionado com as preces que alguns de vocês dirigem ao que vocês chamam de Deus. Na melhor das hipóteses, essas preces parecem simplesmente louvá-Lo por Ele ser como é, e por fazer o que Ele fez, tal como Ele o fez”.

Aqueles que acreditam em um Deus, em um Criador pessoal, não acham que o Universo em si é digno de adoração, embora o estudo devotado dele possa ser um dos modos de honrá-Lo. E enquanto estivermos, como criaturas vivas que somos (em parte), dentro dele e formos parte dele, nossas idéias de Deus e as maneiras de expressá-las serão em grande parte derivadas da contemplação do mundo ao nosso redor. (Embora também haja revelações dirigidas tanto a todos os homens como a pessoas em particular.)

Assim, pode-se dizer que o principal propósito da vida, para qualquer um de nós, é aumentar, de acordo com nossa capacidade, nosso conhecimento de Deus por todos os meios que tivermos, e ficarmos comovidos por tal conhecimento para louvar e agradecer. Para fazer como dizemos no Gloria in Excelsis: Laudamus te, benedicamus te, adoramus te, glorificamus te, gratias agimus tibi propter magnam gloriam tuam. Louvamo-te, santificamo-te, adoramo-te, glorificamo-te, agradecemo-te pela grandeza de teu esplendor.

E em momentos de exaltação, podemos apelar a todas as coisas criadas para que se unam ao nosso coro, falando em nome delas, como é feito no Salmo 148 e n’A Canção das Três Crianças, em Daniel II. LOUVADO SEJA O SENHOR . . . todas as montanhas e colinas, todos os pomares e florestas, todas as coisas que rastejam e os pássaros em vôo.
Isso é longo demais, e também curto demais — para semelhante pergunta.

Com os melhores votos
J. R. R. Tolkien.''
(CARPENTER, Humphrey; TOLKIEN, Christopher. As Cartas de J.R.R.Tolkien. Curitiba: Arte & Letra, 2006. p 377)

HarperCollins revela capa e artista do Tolkien Calendar 2015

HarperCollins revelou a arte da capa do ''Tolkien Calendar 2015''. O calendário, que deverá ser lançado em 28 de agosto de 2014, ilustrado por Mary Fairburn.

E esse calendário é bem esperado! Confira o interessante detalhe:

Mary Fairburn enviou suas imagens para Tolkien em maio de 1968. O escritor respondeu:

''Esplêndido! Elas são as melhores imagens que, em si, também mostram muito mais atenção ao texto que quaisquer outras que ainda não foram entregues a mim.''

Tolkien queria as imagens de Fairburn para formar parte de uma edição ilustrada de O Senhor dos Anéis. Mas os editores - Allen and Unwin - viram que uma edição ilustrada sairia muito caro.

A descrição oficial da HarperCollins afirma:

''O Calendário Oficial Tolkien para 2015 apresenta 12 pinturas da artista Mary Fairburn . Estas pinturas foram defendidos por Tolkien para uma edição ilustrada de O Senhor dos Anéis em 1960, e esta é a primeira vez que essas imagens foram todas publicadas.''

Amarrando com o 60 º aniversário da publicação original de O Senhor dos Anéis, este ano o Calendário Oficial de Tolkien apresenta o conjunto completo de uma dúzia de pinturas de Mary Fairburn, cuja correspondência com JRR Tolkien na década de 1960 chegou perto de resultar na primeira edição ilustrada, até que os editores decretaram que seria muito caro.

Despercebido por 50 anos, as pinturas notáveis ​​de Mary estão finalmente reunidas neste calendário, incluindo três novas composições encomendados especialmente para esta publicação. O calendário também inclui um ensaio perspicaz por Paul Tankard, que discutiu a gênese das pinturas e da correspondência de Mary com o autor.

O Calendário Oficial Tolkien foi um acontecimento editorial estabelecido para os fãs e colecionadores de Tolkien e O Hobbit para as últimas quatro décadas. Amarrar com as bodas de diamante de O Senhor dos Anéis, a edição de 2015 é uma adição verdadeiramente notável para a série, revelando um pouco da história fascinante sobre Tolkien e O Senhor dos Anéis.''

Mais um para a coleção!

Fonte: Tolkien Society

[Parceiros] Darth Vader está em casa! Darkside Books lança ”Star Wars – A Trilogia”

star wars_darkside_3d

Nossos parceiros da Editora Darkside oficializou o breve lançamento desse universo que foi influenciado pelas obras de Tolkien: ''Star Wars, A Trilogia''

DarkSide nos escreve:

A saga que atravessou o espaço e inúmeras gerações de fãs retorna ao público brasileiro em grande estilo. As histórias clássicas de Luke Skywalker, Han Solo, Princesa Leia, Mestre Yoda e Darth Vader vão ganhar as páginas luxuosas de Star Wars, A Trilogia

 

''Star Wars, A Trilogia'' reúne os romances inspirados nos três primeiros filmes do universo fantástico criado por George Lucas: Uma Nova Esperança, O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi. Os três títulos chegaram a ser lançados no Brasil, sendo o último deles em 1983. Mas esta será a primeira vez que a trilogia completa é editada em nosso país num único volume, em capa dura. O acabamento segue o padrão quase psicopata de qualidade da editora DarkSide®. “Faz todo o sentido para a gente publicar esta trilo-gia. De fato, a DarkSide é uma homenagem a Star Wars. É com muita honra que de-senterramos mais um clássico há muito esquecido pelo nosso mercado editorial”, afirma Christiano Menezes, sócio e editor.

Os três episódios mais importantes da saga imortal

Star Wars, A Trilogia compreende o período clássico da franquia que mudou os rumos da indústria cinematográfica.

> Uma Nova Esperança – Episódio IV, escrito por George Lucas

Lançado em dezembro de 1976, cinco meses antes da estreia no cinema, o livro foi o primeiro contato do público com Luke Skywalker, o jovem destinado a combater as forças mais poderosas de um Império do Mal, usando uma Força que ele não imaginava possuir. Assinado por Lucas, o livro foi adaptado de seu roteiro original com partici-pação de Alan Dean Foster, autor de ficção de científica que três anos mais tarde ajudaria a desenvolver o primeiro longa-metragem da série Jornada nas Estrelas.

> O Império Contra-Ataca – Episódio V, escrito por Donald F. Glut

Segundo ato da trilogia e título favorito de grande parte dos fãs, o Império Contra-Ataca desvenda a origem do herói Skywalker, e coloca frente à frente os dois lados opostos da Força. “Eu jamais poderia imaginar o nível dos laços emocionais que o público havia desenvolvido com Luke como um símbolo de bondade e Vader como a personificação do mal”, declarou George Lucas tempos depois.

> O Retorno de Jedi – Episódio VI, escrito por James Kahn

Preparar este capítulo final foi um grande desafio para George Lucas: “Eram tantas as tramas que precisavam de resolução... Han Solo precisava ser resgatado. Leia deveria escolher entre Luke e Han. Luke tinha que decidir se juntaria forças ou combateria seu pai. Yoda e Ben precisavam revelar quem seria a ‘outra’ esperança dos Jedi”. O Retorno de Jedi foi adaptado por James Kahn, mesmo autor de outro sucesso da editora DarkSide®, a versão romanceada de Os Goonies, cuja edição limitada em capa dura esgotou em menos de um mês nas livrarias.

há muito tempo, numa galáxia muito muito distante...

Star Wars não é apenas uma saga de ficção científica. Trata-se de um universo mitológico que extrapolou os limites das salas de cinema e entrou definitivamente na cultura popular. Expressões ti-radas de diálogos originais como “Venha para o Lado Negro” ou “Que a Força esteja com você” já se tornaram corriqueiras em diversos idiomas. No censo realizado na Grã-Bretanha em 2002, quando indagados sobre suas crenças religiosas, cerca de 400 mil pessoas declararam-se fiéis à filosofia Jedi. Novas homenagens surgem todos os dias, das paródias do Youtube à banda Metallica, que regravou a marcha imperial, tema composto por John Williams para o personagem Darth Vader.

Um novo filme da série tem previsão para chegar aos cinemas em 2015, dirigido por J.J. Abrams, criador da série Lost e diretor de Star Trek (2009) e Star Trek Além da Escuridão (2013). Mas os fãs brasileiros não precisarão esperar tanto. O lançamento de Star Wars, A Trilogia pela DarkSide® é uma grande notícia para quem quer matar saudades ou mesmo se aprofundar na maior épico das últimas quatro décadas.

Venha para a Darkside, Luke!

A DarkSide® Books é a primeira editora do Brasil dedicada exclusivamente ao terror e à fantasia. Fundada no Dia das Bruxas de 2012, ela vem conquistando os exigentes fãs dos gêneros com lança-mentos como Psicose, de Robert Bloch, Prince of Thorns – Trilogia dos Espinhos, de Mark Lawrence, e as biografias de Stephen King e de J.R.R. Tolkien.

A editora possui mais de 140 mil seguidores em sua página no Facebook e ampliou sua área de atuação como curadora de conteúdo especializado ao trazer para os cinemas brasileiros, em parce-ria com a Esfera Filmes, Somos o que Somos, de Jim Mickle, o filme que leva o terror para um novo patamar.

Mais informações: vc@darksidebooks.com | www.darksidebooks.com.br

 

”O HOBBIT: A BATALHA DOS CINCO EXÉRCITOS” é o novo título da terceira parte da trilogia.

Peter Jackson postou hoje em sua page:

"Nossa viagem para fazer a trilogia Hobbit tem sido de certa forma como a jornada de Bilbo, com passagens escondidas revelando seus segredos para nós ao longo do caminho. “Lá e De Volta Outra Vez” parecia ser o nome certo para o segundo de dois filmes de uma narrativa cinematográfica. Mas, com três filmes, o título de repente se sentiu deslocado, afinal, Bilbo já chegou “lá” em “Desolação de Smaug”.

Quando nós fizemos a viagem de estreia no ano passado, eu tive uma conversa tranquila com o estúdio sobre a ideia de revisitar o título. Decidimos manter a mente aberta até que um corte do filme estivesse pronto. Chegamos a um conclusão na semana passada, e depois de ver o filme, todos nós concordamos que agora temos um título completamente apropriado."
[tradução: Valfenda - A Última Casa Amiga]

Aproveitando, Peter Jackson informou que irá compartilhar algumas informações interessantes sobre a Desolação de Smaug Versão Estendida, com mais de 25 minutos de material inédito.

A FANTASIA LITERÁRIA DE TOLKIEN no Pembroke College, Oxford.

O professor Adam Roberts irá ministrar a sua segunda palestra anual sobre A FANTASIA LITERÁRIA DE TOLKIEN no Pembroke College, Oxford.
Pembroke-Poster_2014-v-2

Adam Roberts é professor de Literatura do Século XIX e Escrita Criativa em Royal Holloway, Universidade de Londres. Tem Licenciatura em Inglês pela Universidade de Aberdeen e PhD pela Universidade de Cambridge em Robert Browning e os clássicos.
Adam já publicou 14 livros de ficção científica, o mais recente deles é ''Jack Glass'' (Gollancz 2012), que ganhou o BSFA and Campbell Awards pela melhor romance do ano, e ''Twenty Trillion Leagues Under the Sea'' (Gollancz 2014; com Mahendra Singh).

Com seu chapéu de acadêmico, ele já publicou artigos e livros sobre diversos assuntos, inclusive ''Tolkien, The Riddles of the Hobbit'' (Palgrave 2013) é o mais recente. O chapéu de acadêmico é puramente metafórico. Ele normalmente não usa chapéus.

A palestra acontecerá no dia 2 de Maio, 19hs, no Auditório Pichette - Pembroke College, em Oxford/ING